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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

o nosso idioma é extenso e útil

O nosso idioma é internacional
Sexta, 6 Junho 2008 (7:30)

Artigo publicado originariamente no jornal La Región,
no suplemento especial Dia das Letras José Paz Rodríguez (*)



No Sempre em Galiza assinalava Castelao que “o nosso idioma é extenso e útil porque com pequenas variantes fala-se em Brasil, Portugal e nas hoje ex-colónias portuguesas da Ásia e da África”. Pola sua parte, Risco comentava em 1930 que “poucos galegos se têm percatado do que Portugal é para nós. Portugal é a Galiza ceive e criadora, que levou polo mundo adiante a nossa fala e o nosso espírito, e inçou de nomes galegos o mapa do mundo”.

Rafael Dieste, que em 1933 dirigiu magistralmente a missom pedagógica por Galiza, no seu livro Ante a terra e o céu, diz : “Existe entre o galego e mais o português tam estreita afinidade que quanto mais português é o português e mais galego é o galego, mais venhem a se assemelharem”. Em Pensamento e Sementeira, Vilar Ponte escreve : ”Ou é que ainda hai quem, possuindo algumha cultura, pense que o nosso idioma vernáculo e o idioma de Portugal nom som todo um e o mesmo, com idêntica sintaxe e idêntico léxico, agás pequenas diferenças, fáceis de subsanar, se nom se querem unificar a custo dum pequeno esforço, e agás galicismos e americanismos que abundam na fala dos irmaos de além Minho?”.

Em similares termos falárom outros dos nossos vultos como Otero, Murguia, Biqueira, Bouça-Brei, Blanco Torres, Carvalho Calero, Guerra da Cal e Marinhas del Valhe, ademais de esse grande galego de Anadia que foi Rodrigues Lapa.

Diante deste prístino pensamento lingüístico, desenvolvido nas décadas dos anos vinte e trinta do passado século, um nom se explica porquê os galegos virárom as costas e fechárom os olhos a umha realidade tam evidente. Fazendo seguidismo dum muito errado cidadao asturiano chamado Constantino Garcia, que, para se perpetuar, deixou de herdeiro um Manolo González dirigindo o Centro “Ramón Piñeiro”, do que nos contam tem um orçamento elevadíssimo e umhas contas em excesso opacas.

Polo que nom é admissível que seja neste lugar onde de verdade se decida a errada política lingüística levada a cabo nos últimos tempos. Afastando-nos do mundo lusófono ao que pertencemos e indo contra o mais elementar sentido lingüístico da romanística. Grande responsabilidade é a dos dirigentes deste centro e também a do actual presidente da Academia corunhesa, tomando decisões em nome dos galegos, muito negativas para a internacionalidade e o futuro da nossa língua.

Disfarçadas de falsa normalizaçom, nos últimos 25 anos na Galiza, levamos sofrendo autênticas políticas de substituiçom lingüística. As autoridades e as administrações públicas, em vez de garantir os direitos lingüísticos e democráticos do povo galego, discriminam e perseguem aos que discrepamos e nom aceitamos o programa de substituiçom lingüística e a dialectalizaçom castelhana do nosso idioma, que tenta fazê-lo desnecessário no seu próprio país.

Temos também que exigir o reconhecimento da condiçom internacional da nossa língua, que com a variedade própria das línguas internacionais é falada por centos de milhões de pessoas no mundo, quer como língua nativa, tal como nós, quer como língua oficial de 8 Estados soberanos nos cinco continentes, ou como língua cada vez mais estudada em todo o mundo polas vantagens das línguas internacionais.

Todos os galegos e galegas temos que exigir umha mudança imediata das políticas que tentam fazer a nossa língua desnecessária e dialectal, para outras que garantam os nossos direitos lingüísticos individuais e colectivos, fazendo que o idioma da Nossa Terra seja extenso e útil. Aos nacionalistas temos que solicitar-lhes umha política mais inteligente no apoio à língua, fomentando o uso mais por convencimento que por imposiçom e adiando, se pode ser de forma definitiva, o seu clássico sectarismo.

Muitas vezes as sobreprotecções som mais negativas que positivas. Umha mae “canguru” com o seu filho nom é consciente de que nom está a favorecer o seu desenvolvimento com tal atitude. Aos mesmos recomendamos-lhes voltem a ler o que diziam os nossos vultos mais importantes e os programas daquelas Irmandades da Fala, com ideias muito mais claras que as dos políticos de hoje.

Finalmente solicitamos à actual Junta da Galiza, e ao seu presidente, que, quanto antes, se efective aquele acordo unánime de que de umha vez por todas se podam ver na Galiza as televisões portuguesas e se escutem as rádios. Que se solicite já a entrada da Galiza como membro de pleno direito no conselho da lusofonia (CPLP) com representaçom oficial. Que, quando se aprove no parlamento português o acordo ortográfico, Galiza se adira ao mesmo. E que nom se perda mais tempo, dinheiro e esforços em manter umha língua afastada do mundo ao que pertence. Galiza tem que deixar de ser de umha vez “o País dos tempos perdidos”.

(*) Professor da Faculdade de Educaçom de Ourense.

http://www.agal-gz.org/modules.php?name=News&file=article&sid=4410&mode=nested

 

Amizade Portugal-Galiza editou às 23:18
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7 comentários:
De Vasco a 4 de Agosto de 2008 às 03:54
Um abraço de Coimbra para os autores deste blog. Não conhecia. Mesmo no sul de Portugal (até Lisboa, sobretudo) há muita gente que se identifica com a Galiza. E lembremos que nos anos 30 e 40 muitos galegos se instalaram em Lisboa. O meu padrinho Mendo foi um deles. Saúde!


De Filipe Coelho a 3 de Outubro de 2008 às 21:47
Para quem se interessa pelas questões da nossa identidade e história este blog é passagem obrigatória. Já há muito que sigo o blog, desta vez resolvi escrever para pedir uma coisa que não consigo encontrar: Quem canta a música que toca no blog? As referências que tenho vão todas para 'Luar na Lubre' mas no álbum saudade a música é cantada por uma mulher numa versão diferente. Se puderem facultar a informação agradeço muito. Saudações da Galiza do sul - Bragança


De editou a 26 de Abril de 2009 às 12:55
Olá amigo, esta musica é cantada pelo Zeca Afonso, se desejares poderei te mandar uma cópia para teu email


De F Abreu a 20 de Maio de 2009 às 23:28
Não conhecia este sítio e a primeira vez que o visito encontro o explêndido artigo do Prof. Jose Pais Rodriguez que nos vem lembrar a nós, portugueses, a nossa origem Galega.
E se realmente espalhámos a nossa língua desde o Cabo Finisterra até Timor, não devemos esquecer que foi na Galiza que a aprendemos.
Fernando Pessoa disse que a sua Pátria era a sua Língua.

Embora com duas nacionalidades o rio Minho não deve ser fronteira da cultura de um mesmo povo.


De Rui Martins a 14 de Novembro de 2009 às 13:53
Debate Público: O Futuro da Galiza no Espaço
Lusófono (5 de Dezembro, 15:00) http://www.movimentolusofono.org/


De Rui Martins a 1 de Dezembro de 2009 às 18:08
DEBATE PÚBLICO

O FUTURO DA
GALIZA
NO ESPAÇO LUSÓFONO

ORADORES
Alexandre Banhos Campo * Artur Alonso Novelhe * José Manuel Barbosa

5 de Dezembro, Sábado, 15h00
Sociedade de Língua Portuguesa
Lisboa, Rua Mouzinho da Silveira, 23 (junto ao Marquês de Pombal)

+

RECOLHA DE LIVROS PARA A GUINÉ-BISSAU
(todos os presentes deverão levar alguns livros para esta campanha do MIL, em parceria com a ONG “Ajuda Amiga”; quem não consiga estar presente, poderá deixar os livros antes ou depois na morada acima indicada)

(cartaz em anexo)

--
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
(facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=2391543356)

O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico que conta já com mais de um milhar e meio de adesões, de todos os países da CPLP.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um e-mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.

MIL-COMISSÃO EXECUTIVA:
António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires F., Renato Epifânio (porta-voz) e Rui Martins.
MIL-CONSELHO CONSULTIVO:
Alexandre Banhos Campo (Galiza), Amândio Silva (Portugal), Amorim Pinto (Goa), Artur Alonso Novelhe (Galiza), Carlos Frederico Costa Leite (Brasil), Carlos Vargas (Portugal), Fernando Sacramento (Portugal), Francisco José Fadul (Guiné-Bissau), Jorge Ferrão (Moçambique), Jorge da Paz Rodrigues (Portugal), José António Sequeira Carvalho (Portugal), José Jorge Peralta (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), José Manuel Barbosa (Galiza), Lúcia Helena Alves de Sá (Brasil), Luís Costa (Timor), Manuel Duarte de Sousa (Angola), Miguel Real (Portugal), Miriam de Sales Oliveira (Brasil), Nuno Rebocho (Portugal), Octávio dos Santos (Portugal), Paulo Daio (São Tomé e Príncipe), Paulo Pereira (Brasil) e Vitório Rosário Cardoso (Macau).

Contacto: 967044286


De rui martins a 11 de Março de 2011 às 13:51
Bom Dia,

Gostaria de convidar um representante do Portugal e Galiza a estar presente no debate que o MIL: Movimento Internacional Lusófono organiza a 19 de março, na sua sede, pelas 16:00, na sua sede, Rua Mouzinho da Silveira, 23, 1250-166 Lisboa

O tema do debate será "A CPLP nos Media e na Blogoesfera" e contará com a presença de jornalistas e de vários bloggers que se interessam por esta temática.

Cumprimentos,
Rui Martins
vice-presidente do MIL
www.movimentolusofono.org


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